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You’re

Por Fabio Sousa, 20/12/2014



You ri,

You reclama,

You me chama

- You’re here

 

You’re

Uma chama

Na minha cama

- You and me

 

You’re,

You me faz sorrir;

You’re,

I love you,

You love me

 

Just you’re

You’re inside of me

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência



Te Amo, #Porra!

Por Fabio Sousa, 17/12/2014



Te Amo, #Porra!

 

Te amo como a lua:

De alma branca, nua e crua...

Te amo

- Até sempre querer mais.

 

Te amo:

Minha boca, minha vida,

Minha existência é tua!

Te amo

- E mais e mais sou disso capaz.

 

Te amo!

- E a mente ainda hoje regurgita:

Aquele encontro não planejado,

A hora bendita

- Na qual te vi pela primeira vez.

 

Te amo!

E a tua presença me excita.

Teu riso, teu cheiro me fortifica

- Faz em mim o homem que fez.

 

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência

 



O Sono Não Veio Porque Eu não Quis ou A Contradição Está no Homem e Não na Política ou A Essência Está Corrompida ou Por Que Estou Acordado Pensando Besteiras Importantes Que Serão Bobagens Para Quem Vai Ler? ou Escreva, Mesmo Que Não o Compreendam ou Reflexões de Um Vate Prestes a Enlouquecer (Absorvendo a Sandice do Mundo) ou Acho Que o Título Anterior É o Mais Adequado

Por Fabio Sousa, 12/11/2014



E o poeta segue acordado

- Com o seu véu obnubilado,

Enquanto os aviões do exército russo sobrevoam a Europa.

 

Os livros

- Vindos todos do sebo

Cheiram e têm sabor de aconchego:

No meu quarto, a esquerda é capitalista

- E a direita é bolivariana.

 

O equilíbrio é perfeito:

Contém tudo o que os seres humanos

- Teimam em beligerar[1]:

 

Cortando cabeças

(Soltas, rotas, desalmadas e absortas),

Na sanha imensa da ideologia escrota

- Que nada quer além de dominar,

Rasgando almas e expondo-as esquartejadas nas praças da globalização.

 

Até quando,

Infelizes homens e mulheres do vento,

Da dor tentarão colher amplidão?

Para onde,

Vigaristas vigilantes do tempo,

Haverá rumores que apenas possuem sensação?

 

A política saga é contumaz:

O capital empobrece, mesmo a riqueza

- O comunismo embrutece, mesmo a leveza,

Revelando o dominador mordaz

- Que, prazenteiro, nada quer do que mais...

... Pena, talvez, que só para si.

 

E que seja isso avisado aos vizinhos

- Sejam eles crentes, militares ou sozinhos

(Podem até trilhar cegos seus caminhos),

Que alguém venha-lhes sacolejar!

 

Pois eu, o bardo,

Sigo desperto...

Como em Minas doces e massas

- Faço e revejo:

Oásis e deserto,

Trago em mim aquilo que sou, que fui, o potencial do que serei.

 

Da vida não quero muita coisa:

É medíocre desejar só comida,

Da esperança tenho a certeza de que há mais de uma saída,

Vou gozar, dançar, chorar e rir,

Escreverei, falarei, levantarei quando cair

- No encontro e na despedida,

Ao se estatizar, privatizar ou falir

- Seja nos três poderes ou nos comitês.

 

O que não abro mão é da democracia

- Filha valente da Grécia que anuncia

A liberdade, a vontade de ser!

 

Que não façam-me de cobaia,

Nem ao meu povo!:

Dilma, Lula, Fidel e Dirceu,

O que é nosso é nosso

- O que é meu é meu!

Maduro ficou podre de tanto ralhar!

Comunismo, no Brasil, nunca há de calhar!

- Precisamos de outra revolução!

 

No meio desta saramandaia

- Alerto e grito de novo!:

O estômago não pensa:

Não há que se babar o ovo

- Por míseras migalhas de pão!

De Roma, isso já foi visto

(Pois some-se aqui também o circo),

Meu país, queira libertação!

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência

[1] Ao escritor cabe também a tarefa de criar palavras e produzir eventos multifários, enriquecendo a língua, o que, em nosso caso, é assoberbar a opulência do Português, uma atitude tipicamente capitalista.



Saudade (De Você)

Por Fabio Sousa, 28/10/2014



Se a saudade matasse

- Se por ela o sangue vasasse

Talvez fosse tranquilo esse impasse

Que sinto longe de você.

 

Mas sei que saudade mata

- Quando pouco, vem e resgata:

Sua companhia, nosso anel de prata,

Essa vontade imensa de ver.

 

Amor, sua presença é tão bela!:

Conduz minha vida numa estrada linda amarela,

A hora passa que nada noto dela

- Como aquele guri que come seu pão com mortadela;

Como é bom! Como eu gosto de ter!:

 

Sua presença

- Que me contagia,

Seu sorriso

- Me alegrando noite e dia,

Sua boca

- Que me beija com doçura e agonia!

Vem logo, senão sou capaz de morrer!

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência




An(seios)

Por Fabio Sousa, 01/10/2014



Comer

- Até que não haja fome.

Dormir

- Até que não haja sono.

Matar

- Até que não haja vida.

Beber

- Até que não haja sede.

 

Festejar

- Até que não haja festa.

Amar

- Até que não haja angústia.

Pulsar

- Até que não haja impulso.

 

Fazer

- Até que não haja ação.

 

Vestir

- Até que não haja roupa.

Calçar

- Até que não haja pés.

Deitar

- Até que não haja ângulo.

Clarear

- Até que não haja escuridão.

 

Molhar

- Até que haja molho.

Colher

- Até não sobrar nenhum broto.

 

Viver

- Intensamente,

Mesmo depois que vença

- A pulsão de morte.

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência



Jesus Saiu das Igrejas

Por Fabio Sousa, 28/09/2014



Oi.

O meu nome, por mais incrível que pareça, é Jesus.

Sim, eu já fui religioso, mas não sou mais. Meu xará, se tivesse deixado seu corpo na tumba, estaria revolvendo-se ao observar o que fizeram com as ideias dele, com o seu nome...

Ele derribou barracas no Templo só porque estavam vendendo pombas e outros artigos, hoje comerciam não apenas isso, mas pedaços de terra no Céu (e olha que quem o faz segue uma tradição que ideologicamente negou este ato).

Ele pregou nas sinagogas durante o shabat, mas preferiu a beira dos lagos e os campos graciosos, de onde temos registros de suas palavras ricas em sabedoria e tão pouco seguidas... Hodiernamente – e desde há tempo – preferimos construir edifícios de congregação repletos de riqueza, de pompa, demonstrando uma suntuosidade que destoa de tudo que ele exemplificou.

Ele criticou o poder constituído porque sabia que o mesmo sempre agiria em interesse próprio e de modo psicopático – ou seja, sem importar-se a respeito de quem derrubar e como fazê-lo para continuar com a força transitória nas mãos. Hoje, imiscuímo-nos nas hordas transitórias com o intuito de prevalecermo-nos diante dos demais.

Ele falou do bom samaritano, nós só ajudamos aqueles que fazem parte da nossa seita, para que, assim, passemos a imagem de que eles são mais abençoados do que os outros de outras denominações. Afinal, as bênçãos não são mais imateriais, mas devem materializar-se incontestemente para que salte aos olhos a nossa superioridade diante de outros fiéis quaisquer...

Ele defendeu a mulher supostamente adúltera. Nós continuamos a puni-la, a lançar-lhe um olhar de censura, de recriminação, pois ela macularia a nossa pseudopureza digna dos estratos nobres romanos que ajudaram a colocá-lo na cadeia e a assassiná-lo.

Quando, inesperadamente e num gesto incomum e quase impensável de desespero, o romano foi pedir-lhe para que curasse o seu escravo e amante, ele disse que aquele homem demonstrava uma fé difícil de encontrar e sarou o enfermo à distância. Nós já apedrejamos, queimamos, excluímos e continuamos a fazer o mesmo com os homossexuais, somática ou moralmente.

Nós estamos traçando, a todo instante, esferas de relações e interesses espúrios e inconfessáveis. Ele teceu relações de Amor sempre disposto a estar ao lado da Verdade.

Ao observar as críticas a respeito de discípulos, que comiam sem lavar as mãos, ele foi enérgico em ressaltar que a verdadeira pureza não está nos atos exteriores. Nós transformamos as antigas catacumbas em organizações ritualísticas e nos diferenciamos em muito da humildade dos pescadores e cobradores de impostos que lhe seguiam os passos, porque é necessário melhor dominar e não espalhar a Boa Nova.

Ele disse que não é por muito falar que seremos ouvidos. Nós queremos gritar, num show digno das maiores celebridades pop do momento, demonstrando histeria ao invés de contrição, para mostrar que somos bonzinhos, quando ainda carregamos a dureza e a mácula em nossos corações.

Ah, teria muito a dizer!... Porém, somos também preguiçosos – e crônicas longas não são mais lidas pela maioria que deseja o mais rápido, mais cômodo, mais utilitário... O que não somos – mesmo – é cristãos!... Desculpem-me pela conclusão óbvia!...

Pegaram o meu homônimo e o desvirtuaram, criaram instituições que servem a interesses mesquinhos muito bem enraizados no solo da plantação social de várias partes do mundo.

Não vou mais às igrejas porque, ali, Jesus Cristo, filho de Maria, é artigo de luxo. Um luxo que elas teimam em querer ostentar e que há tempos transformou-se em luxúria intelectual de consequências lamentáveis.

Há uma tremenda incoerência que deturpa em quase tudo a Doutrina que fazia homens e mulheres atirarem-se às feras cantando hosanas nos primeiros séculos de nossa era.

O Cristianismo é em nossos dias vivido como uma deformidade.

Quero lembrar-lhes que ele disse: “Nem todos aqueles que me clamam entrarão no Reino Celestial!”.

Amém?...

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência


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Fabio Sousa

Escritor, Psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência.

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