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Sou Contra a Legalização do Aborto: Meu Testemunho Pessoal

Por Fabio Sousa, 28/03/2015



Quando minha genitora engravidou de mim e meu pai disse que não assumiria seu filho, em 1979, foi um escândalo familiar. Naquela época, ser mãe solteira era um verdadeiro tabu. Como ela criaria sozinha o seu rebento? Encontraria um homem para consorciar-se a ela ou amargaria a solteirice das mulheres mal faladas que perdiam a virgindade antes do casório? E como ficaria a criança, no caso eu, sem a presença de um progenitor?

Um tio, então, levou a madrecita para fazer aborto e, nesse dia, faltou agulha. Ao retornarem, a senhora assassina que realizava o procedimento – perdoem-me a franqueza na qualificação dessa pessoa por quem oro sempre – disse que havia sonhado com um anjo que falava-lhe que o neném tinha de nascer e que, se concretizasse o ato, algo de muito ruim aconteceria a ela. Mainha ouviu o relato onírico assustada e resolveu, daí para frente, encarar o mundo com os seus preconceitos e dificuldades, sofrendo para nutrir-me de quanto necessitasse.

A gravidez, para mamãe, foi difícil; recordo que submeti-me a uma regressão de memória em que tive a oportunidade de retornar mnemonicamente àquele período: descrevi uma cena onde ela chorava num jardim e eu também pranteei na sua barriga (e fora dela), instante em que, através do psiquismo, captou meu choro (o episódio foi confirmado) e percebeu que necessitava ser forte porque eu também padecia e era, dali adiante, seu companheiro de jornada – ela não estaria só.

Mais ou menos na época do nosso choro entre as flores e plantas, outros seres angelicais começaram a aparecer na minha vida – sim, eu vivia mesmo como feto: minha madrinha e padrinho, que quiseram adotar-me e tiveram seu pedido negado, D. Arlete, esposa de Antônio Carlos Magalhães, que me doou todo o enxoval (e também panelas, colher de pau, leite, pó de mingau, bico, dentre outros objetos), Tio Pedro, que conseguiu para mamadi um emprego de secretária numa escola pública no Bairro de Cosme de Farias, na periferia de Salvador (naquela época a maioria das contratações não eram feitas através de concurso).

Agradeço a todos os mensageiros (angelos, do grego = mensageiro) que tiveram a opção de abortar-me mas não o fizeram, especialmente àquela escolhida sabiamente pela divindade para ser minha progenitora – eu nasci onde e como deveria. Anjos continuam a surgir no meu caminho dia a dia, e meu Amor por (pela) Deus@ apenas aumenta...

Sou feliz em estar aqui, grato por todas as dificuldades que passei na infância e adolescência e, mais ainda, por toda a felicidade que tenho acumulado com a experiência da vida. Sinto-me alegre por escrever, por trabalhar e descansar, por sorrir e verter lágrimas, por terem-me dado a oportunidade de desfrutar de tudo o que significa ser humano – não há dádiva maior.

Quando aborta-se, dispõe-se indevidamente de uma outra estrutura somática, a do bebê em formação, que é uma individualidade. O primeiro ato responsável de uma mulher para com o seu corpo nesta matéria é não engravidar caso não queira, salvo em episódio de conceber-se em decorrência de estupro. Onde começa a existência?: Até que os cientistas rigorosos e plenamente aceitos não demonstrem isso, qualquer tergiversação pode tornar-se eticamente criminosa. Para mim, a interrupção gestacional de um ser humano justifica-se apenas em caso de risco de vida comprovado da gestante.

Quando seremos maduros o suficiente, enquanto humanidade, para avaliar a sabedoria irrepreensível da vida?...

Relembro angustiado de outro episódio, quando já aos dez anos presenciei alguém propor novamente a minha madre – agora prenhe de oito meses do terceiro filho – que fizesse um aborto! Segurei aflito no seu braço e depois conversei com ela para assegurar que não havia mais cogitação alguma de perpetrar tal delito, quando ouvi:

- Não se preocupe, não, que não farei isso.

Que alívio! Hoje meu irmão é um dos seres que mais amo no mundo...

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, pedagogo, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência



A Tragédia do Holocausto

Por Fabio Sousa, 27/01/2015



A humanidade presenciou, ao longo de sua História mais recente, diversas tragédias; o holocausto, a pior delas.

Quando a ignorância vence o raciocínio, fazendo com que alguém sinta-se o melhor de todos, quando ela deveria conduzir justamente à Verdade de que somos todos pequenos porque temos sempre algo a aprender, atrocidades podem ser cometidas. Foi o que aconteceu com Hitler, é o que ocorre com todos aqueles que discriminam porque necessitam de uma igualdade onde a referência são eles mesmos.

Nenhum povo formou ideia mais consentânea com a divindade do que o judeu, quando a chamou de “Eu Sou”. Esta expressão nominativa não abarca sexo, etnia, não humaniza o que é a princípio sobrehumano. D’us apenas é, e não importa o resto (se é que existam restos) – até mesmo não adianta que qualquer ser se importe ou não com isso.

Tenho-me calado sobre o conflito Israel X Palestina e outros povos árabes. Embora reconheça que os extremistas islâmicos façam interpretações perigosas para a espécie humana a respeito de sua religião, tenho perfeita consciência de que os islamitas, sejam arábicos ou não, possuem uma alegria, um misticismo, uma cultura toda cheia de riqueza, de valor e digna de alta consideração. Porém, também sou levado a inclinar-me diante de alguns dados a favor de Israel e do povo judeu no mundo inteiro, quais sejam:

a)   Conquanto tenha-se decidido, após a Segunda Guerra Mundial, na ONU, a reterritorialização do Estado de Israel, é imperioso observar que isto obedeceu à mesma força sucessória dos acontecimentos que determinou sua última diáspora e até mesmo o mais recente conflito armado mundial – e é preciso entender que estamos inseridos no fazer histórico, sendo descabida a ideia que agora move sentimentos em torno do aniquilamento espacial de toda a nação israelita – isso chega a ser uma pretensão semelhante àquela que animou os nazista a aniquilar do planeta uma raça que tem contribuído, em diversas áreas do conhecimento, para o desenvolvimento da própria humanidade;

b)   Dos Estados que peleiam no Oriente Médio, qual o mais democrático (embora certas manifestações de democracia em Israel sejam, hodiernamente, até certo ponto, fatores de garantia do apoio americano)?;

c)   Israel tem-se mostrado mais afim da paz em negociações do que os outros países envolvidos no contexto em tela, embora não da maneira que pensamos ser a ideal;

d)   Apesar do exposto no item acima, os israelenses controlam potencial bélico para “varrer do mapa” (expressão de certo dirigente iraniano) todos os que dizem-se seus inimigos, mas nunca o fizeram porque oficialmente essa não é a sua proposta;

e)   Israel nunca usou civis – às vezes os mais vulneráveis, por exemplo, mulheres e crianças, tal qual fizeram os extremistas palestinos recentemente – como escudo de guerra e instrumento de terrorização.

Hoje, quando comemoram-se 70 anos da libertação dos encarcerados em Auschwitz, sou levado à reflexão de que o diálogo faz-se extremamente necessário como fonte de solvência de conflitos que podem conduzir-nos, reiteradamente, a ocorrências lamentáveis como o holocausto.

Sim, minhas raízes judaicas conduzem-me a escrever o que ora traço em frente ao computador, assim como as negras impelem-me ao mesmo mister em diversos momentos. Mas nem uma, nem outra têm a força de embotar-me a razão, pelo contrário: parecem fortalecê-la. Porque pulsa em mim o grito dos excluídos, dos maltratados, dos “judiados”... Há em meu âmago a mulher indiana ou de qualquer parte que sofre o peso dos ditames de culturas repressoras, o homossexual que é preso ou assassinado, a criança que trabalha, o pobre que sente fome, a pessoa que não estudou porque não teve recursos necessários, o órfão, a prostituta, os enjeitados de toda ordem... Minha voz, em diversas ocasiões, é a fala deles, e minhas palavras são escritas com as tinturas de seu sangue, seu suor, suas lágrimas...

Que, um dia, possamos alcançar a graça de não matarmo-nos mais!

Eu sinto a dor de cada um que morreu nos campos de concentração e solidarizo-me com eles, sinto o pesar de todos aqueles que perderam familiares neste desastre humanitário enorme, num profundo desejo de que desenvolvamos uma cultura pacificadora e firmando o compromisso de dar a minha pequeníssima contribuição para que isso se concretize.

 

Petrolina, Pernambuco, meu sertão ensolarado, 27 de janeiro de 2015.

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, pedagogo, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência



Um Amor Vivaz

Por Fabio Sousa, 23/01/2015



Te amo

- Hoje, agora e sempre,

Te amo

- E sou por isso contente,

Te amo

- Eis uma realidade veraz.

 

Te amo

- Tu és luz incandescente,

Te amo

- Esse teu jeito pra frente!...

Te amo

- E na soma tu me multiplicas mais.

 

Te amo

- Em tua presença a escuridão alumia,

O sorriso da tua boca brota

- Como nascente que irradia,

Te amo

- E meu amor é vivaz.

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, pedagogo, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência




Rio, o Meu Lugar...

Por Fabio Sousa, 15/01/2015



Rio,

Tu me dás arrepio.

Sempre foste

- E serás –

O meu lugar.

 

Essa gente tão bacana

- Leve, solta, praiana,

Miscigenação soberana,

Vai ao mundo ensinar:

 

A malandragem, o samba, a ginga,

Elegância selvagem,

O encanto, o concreto e a rima:

 

Todos feitos de montanha,

De Cristo, favela,

À beira-mar.

 

Rio!

Como pude estar assim

- Tão distante!

Por que só agora percebo

- O tamanho deste amor gigante?!...

Rio, tu és substância a irradiar!:

 

Encharcando de beleza já o esplendor do mundo,

Com marcas inapagáveis,

De hálito limpo e profundo!

Rio,

Tu vives em mim

- E eu quero em ti morar!

 

Rio de Janeiro, Copacabana, 14 de janeiro de 2015.

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, pedagogo, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência




Sobre o Sol

Por Fabio Sousa, 03/01/2015



Sobre o sol,

Sobre a lua

- Não sei falar,

 

Tudo que sei

- Nesse momento,

É te amar.

 

Te amaria

- Mesmo debaixo d’água,

 

De ti

- Desfrutaria

Por toda madrugada.

 

Tu és

- Minha parada,

 

A jangada

- Através da qual navego meu mar.

 

Nunca me deixes

- Só me queixes:

É perto de ti

Que sempre quero estar.

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, pedagogo, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência



Reflexões no Ano Novo

Por Fabio Sousa, 01/01/2015



Réveillon, Natal, aniversário e algumas destas datas comemorativas, para mim, são meros convencionalismos, invenções de celebração de ciclos, uns que nós criamos, outros que não.

Embora tenha rompido o ano fazendo o que eu mais gosto – transar – sem nem sequer haver planejado isso – e seja ainda um jovem de 34 anos, eu já vivi o bastante para saber o que realmente importa, e com certeza não são honrarias, aparências, festas, mas pessoas, o próprio desdobrar do Universo e o Amor que podemos desenvolver por Deus e pela Sua criação. Quem conhece-me desde cedo sabe que minhas inclinações demonstram um quê de coisa antiga que transcende na sabedoria do novo – uma mãe de santo disse-me que sou regido por Oxaguiã, o Oxalá moço, embora às vezes sinta-me canalizando Oxalufã, o mais velho.

Aquele que já viveu certas tristezas e certas alegrias, determinados encantos e desencantos, que já foi, além disso, afrontado e combatido como se fosse uma peste virulenta, quando poderia, em Verdade, carregar o perfume dos lírios, não pode dar-se mais o luxo de algumas ilusões tão corriqueiras nas gentes medianas...

Na minha vida, os simbolismos têm-me conduzido a uma série de caminhos, a uma infinitude de indagações que fazem-me crescer.

Encontro-me hospedado em um hotel de arquitetura colonial, numa antiga casa que pertenceu a família dita nobre naquele tempo – quiçá descubramos, ao final do meu texto, que a nobreza constitui-se de outros acervos.

Tomamos café onde dantes estava a senzala. Paredes largas, janelas curtas para dificultar a fuga, trespassadas de barras grossas de ferro. Visitar o Sudeste do Brasil, hodiernamente, é sentir por que o Nordeste, minha Região amada, ensolarada, alegre, pode ter decidido as recentes eleições: ainda conservamos os preconceitos, as desarmonias de séculos decadentes.

Às vezes chamo atenção por onde passo, não sei por qual motivo, se não considero-me tão garboso assim, mas, ao adentrar o ambiente de refeições do hotel, fui notado por ser de cor mais escura e estar imponente e bem vestido. Aprendi a impor-me a duras dores, e meu brio vem da alma antes de tudo. Não sofri por isso hoje, absolutamente, até porque o negrão aqui sabe muito bem mostrar o seu valor, porém, senti a dor de toda uma coletividade que ainda sofre por bobagens como cor da pele, orientação sexual, tamanho da conta bancária, preço das vestimentas, lugar onde mora etc. Ainda existe o típico nariz empinado da Zona Sul, a mordaz risadinha advinda dos Pampas...

Meu Deus, se contasse quantos afrodescendentes – como eu – conheci de valor inestimável – porque vem do Espírito, do caráter – redescubro e aprendo com eles todos os dias da minha vida enriquecida por cada um deles! É falta de caráter julgar e desprezar alguém por elementos tão mesquinhos e criados justamente pela estrutura de poder hipócrita que ainda pretende manter-se, tolamente, sob as luzes do século XXI em plena revolução.

Se eu escrevesse contos, poemas e romances onde aparecessem os cristais radiantes que conheço e que vivem ou viveram em casas modestas – como eu vivi –, certamente esses textos esplenderiam em beleza rara, que o planeta teima em não querer enxergar por interesses vis!

Se eu compusesse canções descrevendo seres humanos – na mais profunda acepção do termo – que possuíam poucas roupas mas que estavam adornados como as mais belas flores da natureza, elas tornariam-se imortais como a Garota de Ipanema.

Até quando vamos deixar que modos assim, infinitamente pouco civilizados, conduzam a nossa existência (e experiência) – efêmera, quase insignificante à frente do que chama-se Eternidade?

A que ponto vamos privar uma maioria numérica – que tornou-se minoria ideologicamente – de direitos essenciais que dignificam muito mais quanto amplamente proporcionados?

E o que encantou-me sobejamente foi quando a copeira, negra, mineira, olhou para mim, sorriu como se compreendesse tudo, e ofereceu-me o melhor “bom dia!” deste ano que começa, devidamente correspondido com a mais profunda interconexão de raças, de histórias...

 

Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, 1º de janeiro de 2015.

 

Fabio Sousa

Escritor, psicanalista, pedagogo, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência


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