China Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerFrance Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerGermany Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerItaly Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerJapan Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerUnited%20States%20of%20America%20%28USA%29 Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerRussian%20Federation Colocar tradutor de Bandeiras no BloggerSpain Colocar tradutor de Bandeiras no Blogger

Esta Noite Sonhei com Chico Xavier (em tributo ao médium)

Por Fabio Sousa, 10/04/2013



Hoje de madrugada, amparado pelos braços de Morfeu, tive um sonho que me deixou numa emoção inebriante, com lágrimas sinceras nos olhos até agora.

Estava no Mundo Espiritual, numa casa que sabia que era minha e de minha família pelos laços do Espírito, quando recebi a visita de ninguém menos que o nosso inolvidável Chico Xavier.

O fato de ele estar ali não era surpresa, como se aquela não fosse a primeira vez, apesar de saber que a sua visita não era freqüente, pois Chico não tinha tempo, e, ademais, quem sou eu, quem somos nós?...

Xavier era muito querido por todos ali, e, apesar de ele claramente pensar não necessitar disso, eu fazia de tudo para ser gentil, como se aquele Espírito humilde merecesse nossa reverência. Ele não se sentia jamais lisonjeado, notava porém que admirava a nossa capacidade de gratidão, como se aquilo fosse já um pequeno avanço que demonstrássemos na estrada da existência.

Percebia no recinto minha mãe, irmãos, outros seres que não estavam na Terra e alguns pacientes com seus filhos com os quais no orbe tivera pouco contato. Na aproximação de alguns deles que nunca o haviam mirado, eu dizia alegremente, como se quisesse compartilhar a beleza espiritual daquele homem que, tentando de todas as formas apagar a sua luz natural para não nos ferir, exalava no entanto um clima de espiritualidade superior que nos contagiava:

- Fulano, este é o Chico... – a quem todos reconheciam de imediato pela aparência: paletó simples e modelagem dos seus finais de 70 para início dos 80 anos de idade no planeta. Uns, ficavam parados olhando para ele, outros cumprimentavam-no, curiosos e/ou felizes.

Após alguns instantes, ficamos a sós naquele recinto do lar etéreo, quando conversamos sobre o famoso processo dos espíritas na França e a respeito do médium Pierre-Gaëtan Leymarie, sobre os quais Chico me esclareceu docemente, tomado de compaixão, mas sem deixar de avaliar a gravidade dos desdobramentos dos fatos para o Movimento Espírita, naquela época e nos dias atuais.

Aproveitei o ensejo para dizer:

- Chico, há muito venho querendo conversar com o senhor a respeito de alguns detalhes que venho observando no Movimento Espírita atual...

Ele fez um gesto que não saberia bem descrever, nada obstante soubesse que lhe era bem peculiar de quando não gostaria de abordar um assunto porque ainda não era chegada a hora, afastando-se instintivamente alguns centímetros ao levantar suavemente o dorso e dirigindo as mãos inconfundíveis aos olhos, como se no rosto permanecessem os óculos (Chico estava sem óculos). Compreendi na hora que ele não queria responder as perguntas que iria lhe dirigir, por ser inconveniente, pois talvez eu pudesse publicá-las.

- Não, meu filho, hoje não vamos poder ter essa conversa... – disse ele em um tom gentil, como se perdoasse a minha impropriedade.

- Chico, essa conversa vai acontecer ainda nessa minha reencarnação? – questionei fazendo-o entender que jamais quisera ser um estorvo, como a me desculpar através daquele ato, porque ele não merecia qualquer tipo de pressão descabida. (Estou tentando ao máximo expor as coisas para que os leitores possam me entender, apesar de sentir que algumas expressões são de difícil tradução no plano terreno.)

Ele pensou, na mesma posição em que estava, e respondeu humilde mas peremptoriamente:

- Isso vai depender de você, meu filho...

Confesso que até agora não sei o significado daquela frase. É alguma coisa que o Chico sabia, antevia, e que eu não sei decifrar... (Oh, Morfeu, leve-me de volta ao encontro deste luminar, para que eu possa compreender!...)

Senti que estava chegando o instante de sua partida, que o Chico não permaneceria ali por muito mais tempo, e que eu deveria regressar ao vaso físico.

Então, num átimo, me aproximei dele e peguei as suas mãos. Ele me sorriu e me olhou com misericórdia e amor. Assim, fiz a pergunta que não quero calar:

- Chico, o senhor confirma o que está escrito em Kardec Prossegue, do Adelino da Silveira? – disse, como a expressar: “Chico, você é de fato Allan Kardec?”.

Ele maneia a cabeça, num sim, e me revela:

- Sim, meu filho, confirmo.

Neste instante, logo após Chico esboçar a palavra sim, a luz que ele tanto ocultara começa a jorrar de suas mãos abençoadas. Sinto que a sua emoção não permite mais que ele a mantenha velada. Não posso descrever a alegria, o júbilo que me tomou naquele momento, quando caí em pranto de gratidão.

- Benditas sejam as mãos que, por tantos séculos, restauraram o pensamento de Jesus na Terra! – eu disse osculando-as, banhado do profundo Amor que me invadiu através da luz que escorria de seus dedos e palmas.

De repente, acordei, de volta ao corpo, mais ou menos às 7 horas da manhã.

O telefone do quarto do hotel onde estou tocou umas cinco vezes. Minha esposa estendeu os braços em algumas das vezes e atendeu. Não era ninguém. De novo. Não era ninguém. Pedi a ela que o deixasse fora do gancho. Ela o fez.

Como está escuro, pois as cortinas são espessas, ainda choro de emoção.

Sou possuído pela ânsia de escrever e compartilhar a minha experiência com todos. Pego o computador e aqui estou.

 

Natal – RN, 08h28min, 05/07/2011.

 

Fabio Sousa



Riscos

Por Fabio Sousa, 07/04/2013



Riscos são riscos riscados na vida

Arriscados por mãos arrastadas na pauta

Da rente retórica do ronco do ruir

Na raiva da malta que resvala para a relva do mar

 

Rabiscos exaltados de rasas razões

Rompidas por raptos alagados de roldões

Que ralam a trajetória de almas com arranhões

Que rompem o céu

 

Riscos, riscos, riscos...

São ramagens roliças com seus espinhos

Que roçam e ralham em descaminhos

Os corações remoídos do povaréu

 

Riscos, riscos, riscos!

 

Rechaça essa rubra cor, raça infeliz!

Reconhece o dissabor, e ressalva o que diz!

Riscos são risos de meretriz!

Remoça essa rica dor e ruma ao chafariz!

 

Riscos riscados são

Não há o que recordar...

Relembra então por dentro o rincão

E rabisca sem reparar!

 

Riscos riscados vão...

... Não resta o que refutar...

 

Fabio Sousa



Oração a Maria

Por Fabio Sousa, 28/03/2013



Ó, Maria, Senhora da humanidade, rogai por nós, que a Vós recorremos!

 

Imaculada, ajudai-nos a retirar de nós as nossas manchas e a brilhar imitando o Vosso esplendor,

 

Misericordiosa, tocai o coração dos que pensam e fazem a guerra, dizimando vidas e roubando pão,

 

Santíssima, cobrí-nos com Vosso manto de amor em todos os momentos, de paz ou de adversidade,

 

Amiga, dai-nos a Vossa mão cândida, qual à criança que precisa de condução para melhor caminhar e não tropeçar nas pedras do caminho,

 

Exemplo, que possamos mirar-Vos em Vossa resignação diante do Calvário e da Concepção,

 

Salvadora, não nos abandoneis, ó, Maria, nestes instantes cruciais da evolução para o Reino de Deus, a fim de que não nos afoguemos nos mares do preconceito, da discriminação ou da falta de entendimento,

 

Professora, ensinai-nos a Boa Nova, sem contudo rechaçarmos as crenças alheias, qual contara Vosso Filho sobre o Samaritano, demonstrando que todos somos irmãos e filhos de Deus, merecendo respeito e atenção,

 

Filósofa, fazei-nos compreender, desta vez por todas, que o Amor é universal,

 

Sublime, retirai-nos do cipoal de nosso egoísmo, para que doemos mais e retenhamos menos...

 

Espelho, refletis a glória de Vosso Filho Pastor; que, como refletores de menor magnitude, também transmitamos a Vossa imagem diante dos homens e de toda a natureza!

 

Ó, Mãe, sabemos, como filhos, que um pedido de genitora clareia mais que mil sóis nos Céus; então, ó, Virgem do ventre mui digno, rogai, também, ao Vosso Filho por nós, que somos Suas ovelhas!

 

Fabio Sousa,

Petrolina, 06 de agosto de 2012.



Carta para o meu filho

Por Fabio Sousa, 19/03/2013



Carta para o meu filho

 

 Amado campeão,

 

 Há algum tempo não o vejo pessoalmente, mas nem por isso deixei de lembrar de você milhares de vezes em um mesmo dia, desde que o conheci.

 

O momento em que segurei você pela primeira vez nos meus braços é inesquecível, pois a partir dali um amor puro e belo me tornou mais adulto, mais responsável, fazendo de você um dos meus maiores mestres.

 

Não pense que nossa conexão foi retirada: minha alma pulsa na sua e a sua na minha, como a do lavrador pulsa no campo, e a do campo no lavrador... Me preocupo se seus dias estão felizes, se lhe sobeja a orientação que me faltou quando criança. Vez por outra sinto o fluxo do meu pensamento encontrar o seu.

 

Não sabia de fato, filho meu, o que era o amor até estar ao seu lado. Graças à sua presença, descobri: é amar com total isenção e firme vontade, sem, de modo algum, esperar retribuição; é amar com todo o desvelo mesmo que a pessoa amada nos diga que não quer a nossa presença... enfim, é amar como Deus nos ama, e Ele colocou você nos meus braços naquele dia para que pudesse melhor entendê-Lo. Você é um instrumento de Deus na minha vida!

 

Meus dias se tornaram mais iluminados com a sua presença no mundo, e passei a vencer leões nos circos da existência porque alguém estava lá, esperando o melhor de mim. Se hoje quero um futuro cada vez melhor não pense que é vaidade pessoal, mas é porque um dia desejo contribuir com o seu futuro, sem contudo lhe retirar as pernas para caminhar no mundo ou cortar as suas asas que foram feitas para voar.

 

Ainda sobre o futuro, tenho descoberto e quero que você saiba que o estudo é a base do sucesso, e que a oração é o alimento saudável das almas saudosas. Quero que você tenha consciência que o respeito, primeiro a si e depois aos outros, é o ímã verdadeiro de amizades valorosas. Desejo que você saiba que Deus nos reserva uma resposta. Que o ódio não leva ninguém a nada, que a mágoa corrói como ácido virulento, que devemos lutar pelos nossos sonhos, pelos nossos objetivos.

 

A respeito do passado, gostaria de tê-lo vivido todo na sua presença, que nunca nos houvéssemos apartado. Queria ver todos os seus dentes trocarem, continuar jogando bola com você, ir ao parque ou fazer você ouvir as melhores canções dos Jackson Five, de Tom Jobim, João Gilberto e outras mais. Queria sentir a alegria de continuar ouvindo você aprender a ler ou vir correndo ao meu encontro, radiante, quando finalmente nos víamos de novo.

 

Quanto ao presente, ele é um aguardar ansioso e um verdadeiro dom que deve ser bem desfrutado, com a sabedoria dos prudentes e a paixão daqueles que já dominaram o corcel inflamado das emoções. Será um regalo ainda mais rico quando novamente você estiver ao meu lado e do lado de todas as pessoas que você ama.

 

Enfim, meu filho, quero deixar claro que os mesmos braços que o abraçaram naquele dia venturoso do primeiro amplexo sempre estarão aqui, prontos para realizar o contato da plenitude do nosso imorredouro amor.

 

 Fabio Sousa

Petrolina – PE, 21 de fevereiro de 2013


Página 24 de 24     Primeira 22 23 24


Fabio Sousa

Escritor, Psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência.

Cadastro Newsletter


Cadastre-se e receba as novidades do site do escritor Fabio Sousa.

Cadastre-se e receba as novidades do site do escritor Fabio Sousa.

Redes Sociais

Facebook  Twitter  You Tube

Formulário de
Contato


© Fabio Sousa. Todos os direitos reservados. -- Desenvolvido por Makelop.com Soluções Web.