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Mensagem do dia...

Construamos uma cultura de paz!

Biografia

Tentei escrever uma biografia que soasse impessoal, mas este não seria eu. Se agisse deste modo, não estaria desfrutando bem do espaço no meu site.

Pois bem:

Eu nasci em 03 de julho de 1980, na cidade de Salvador, na minha querida Bahia. Meus pais tiveram um relacionamento curto, e minha mãe me conta que sou fruto de uma transa que aconteceu nas pedras do Farol da Barra – lugar, aliás, bastante inspirador para que eu viesse à Terra de novo. Recordo de uma música que minha esposa cantava pra mim e que muita gente conhece, acho que de Armandinho, e que fala mais ou menos assim: “Quando Deus te desenhou, Ele estava namorando na beira do mar, na beira do mar do Amor (...)”. Ou seja, considero que nada é mais apropriado, se eu levar em conta que ia sempre à Barra para meditar e observar as pessoas e que cheguei a visitar o local desdobrado (fora do corpo, durante o sono) para estudar, juntamente com um certo grupo de Espíritos.

Minha infância não foi nada fácil. Mamãe era solteira e até os 18 anos sempre me senti bastante deslocado, como se o mundo ao meu redor absolutamente não falasse a minha língua, a língua da minha alma.

Morei em Salvador até os 11 anos, estudei em escola particular nesta cidade até o que se chamava na época de “Jardim 3” (antes do “Pré-Primário”, como diziam). No “Pré”, fui estudar em escola pública, no bairro de Cosme de Farias – lá, aos 8 anos, escrevi o meu primeiro livro, durante uma greve da Rede Estadual de Ensino, que contava a estória de um grupo de crianças que se perdia na Amazônia.

Meus dois irmãos por parte de mãe (pois tenho também dois pelo lado paterno), os quatro nasceram igualmente na Baía de Todos os Santos, Encantos e Axés.

Transferi-me para a cidade de Campo Formoso, interior do Estado baiano, aos 11, onde construí diversas das minhas amizades e amores, de modo que às vezes brinco que sou um genuíno soteropolicampoformosense.

Não foi fácil sair de uma capital, onde gozava de certa liberdade de ir e vir, apesar da pouca idade, e residir na fronteira entre a zona urbana e a zona rural campoformosense (pois o Bairro do Sucesso, local de minha nova casa, precisamente em 13 de julho de 1991, não contava sequer com calçamento ou rede de água encanada e esgoto, por exemplo). Hoje as coisas por lá mudaram bastante!...

Em Campo Formoso estudei até “me formar”, e comecei também a escrever poesias com 14 anos, sendo incentivado a participar, inclusive, de concursos escolares de literatura. Me envaidece (a verdade é que na verdade me alegra – repito para romper com as regrinhas de modo artístico – no hebraico, ao se ressaltar a veracidade se escreve mais ou menos assim) saber que, num deles, fiquei em segundo lugar com um poema chamado Noite Quente de Verão, quando minha colega, que ganhou o primeiro, na verdade nada mais fez do que parafrasear o Roxette. O título do meu poema lembrava, sem que tivesse sequer a consciência disso, Shakespeare (afinal, nunca até ali havia pousado os olhos numa só página do bardo inglês). O meu era original, o dela uma repetição costurada de modo grosseiro. Dá pra perceber que também tenho raiva disso até hoje!...

Bem, minha cidade presenciou, então, o meu desabrochar poético. Conheci ali diversos artistas que me influenciam mesmo no presente.

Já sonhava, como desde que nasci, eu acho, em ser um escritor profissional. Me recordo que a primeira vez que recebi dinheiro para escrever foi de Ailton Levy Trajano, para mim um verdadeiro pai, quando tive a oportunidade de lançar palavras num papel para contar a história de sua Farmácia Olinda, texto que foi publicado num almanaque e distribuído por todo o Campo Formoso. Aliás, Levy Trajano e Ailon serão duas das personagens fulcro de minha obra mais recente, Peregrinação Interior: Transcendência. Me baseei nele para compô-los.

Aos 18 anos, resolvi tentar a vida novamente em Salvador. De volta em 1998, posso afirmar que nunca havia me sentido tão livre. Fui dividir um apartamento com amigos e finalmente me sustentar. Arranjei um emprego de office-boy, que me proporcionava andar pela cidade inteira, mas que após três meses abandonei ao perceber certas nuances do trabalho fichado e do capital que são muito abrangentes para expor aqui. Peguei minha recisão – já morava sozinho – comprei uma máquina de escrever de segunda mão fabricada em 1979 (tenho ainda aqui em casa) e escrevi meu segundo romance, intitulado Um Anjo Artístico Bissexual, que pretendo melhorar e reeditar.

Voltei para Campo Formoso em 2001 e me lembro que no dia exato em que cheguei de novo, na hora que eu entrava em casa, começou a tocar na Rádio 98 uma música de Roberto Carlos que dizia algo como: “(...) eu chegando ao portão, meu cachorro me sorriu latindo (...) / eu voltei (...)”. De fato, minha cachorra, Xena, latiu e pareceu sorrir pra mim neste momento. Como diria Jung: sincronicidade...

Passei num concurso público temporário e na faculdade de pedagogia, reforcei velhas e queridas ligações afetivas, conheci meu filho do coração e sua mãe, minha esposa atual e mais que amada, escrevi o livro Peregrinação Interior: Transcendência em 2001 na mesma velha e boa máquina durante as madrugadas e tardes vagas e me mudei para Petrolina – PE, já casado, em 2008.

Neste ínterim – preciso abrir este parêntese decisivo – acalentei outra conquista: ser Psicanalista.

Minha história com a Psicanálise vem de longe... Recordo que já no “pré-primário” analisava os desenhos dos colegas nas aulas, e de um me lembro com muita atenção: um menino negro, instigado por nossa docente, traçou a si mesmo com lápis preto através de riscos tensos, soturnos, e enquanto pintava o fazia revelando em sua postura corporal bastante sofrimento. Cosme de Farias, como a maioria dos bairros periféricos de nossa São Salvador, é de população com maioria negra e me sinto honrado por esta convivência. A negritude, da qual faço parte, graças a Deus, sempre me tocou, emocionando profundamente e me inspirando como conteúdo literário.

Porém, acalentei o desejo de me tornar Psicanalista desde que, aos 8 anos de idade, fui impedido de ler uma obra de Freud sob o argumento de que eu me tornaria louco se o fizesse. “Você já não e certo mesmo...”, me disseram. Eu tinha começado o livro Totem e Tabu.

Esta frustração marcou a minha vida, e se eu pensar que meu primeiro apelido – de muitos que giravam em torno de pejorações – foi Menino Maluquinho, posso tranquilamente compreender o porquê do fato de que minha vida até agora girou basicamente em torno da contracorrente. Não sei se vai ser dessa forma sempre; não há obrigação nenhuma em ser.

Realizei este anseio em Juazeiro – BA. Me formei Psicanalista e o sou indissociavelmente. É ontológico, assim como o ofício de escritor. O melhor de tudo: pude fazer o curso juntamente com minha esposa, que divide comigo a alegria desta profissão.

Morar em Pernambuco tem me ensinado muita coisa. Petrolina é uma cidade organizada para os padrões comuns nos interiores do Nordeste do Brasil, as pessoas daqui são centradas e introspectivas em sua maioria. Tenho vários amigos do outro lado da ponte, em Juazeiro, Bahia, onde a população é mais calorosa e festeira. É incrível e hiperinteressante: uma ponte e um rio, o São Francisco, a separar e ligar duas cidades tão distintas e belas... Só uma ponte e um rio, e duas comunidades belíssimas diferentes que se entrelaçam. Tenho amigos aqui também, e aprendi a amar o modus operandi do pernambucano.

Minha história tem muitas outras coisas, diversos detalhes que nem mencionei aqui.

Desculpem, se devo mesmo algum perdão solicitar, por haver utilizado aqui um tom deveras pessoal. Por ter-me despreocupado com os ecos, colisões e redundâncias, com a coerência verbal e a utilização de pronomes pessoais no início de períodos significativos e dos possessivos para expressar parte do que vivi. É possível encontrar a beleza no aparente caos. Como disse, este texto é meu e foi pela contracorrente que muitas vezes fui chamado a navegar...


Fabio Sousa

Escritor, Psicanalista, autor do livro Peregrinação Interior: Transcendência.

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